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A era do conteúdo autêntico: social media como ferramenta de humanização da marca

  • Foto do escritor: Pontes Comunicação
    Pontes Comunicação
  • 16 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualmente, tem se criado a impressão de que as redes sociais estão se tornando cada vez mais saturadas, o que pode parecer curioso, considerando a quantidade de conteúdos lançados diariamente, a variedade de assuntos e o número de pessoas presentes nelas. Mas a questão é que, mesmo com tanto conteúdo disponível, algo extremamente importante tem estado em falta: autenticidade.


Feeds polidos, discursos repetidos, excesso de performance. É assim que as pessoas têm se mostrado diante das câmeras. As redes sociais viraram vitrines de perfeição. Entre filtros, roteiros e legendas ensaiadas, o público começou a se afastar do que parecia real. A nova geração já não se conecta com marcas impecáveis, mas com aquelas que erram, se expressam e mostram bastidores.


Mas como ser autêntico em um ambiente onde tudo parece programado?


O público cansou do script. Agora, ele quer o que é genuíno e está disposto a se conectar apenas com marcas que falam de igual para igual. Segundo o Sprout Social Index 2024, 64% dos consumidores seguem marcas nas redes sociais porque querem se identificar com seus valores e personalidade, e não apenas com seus produtos. Essa mudança reflete um público que quer ver pessoas, não vitrines.


Canais como TikTok e LinkedIn, por exemplo, vêm impulsionando cada vez mais conteúdos que valorizam a imperfeição, que soam reais, humanos e espontâneos. As métricas também mudaram: o que engaja agora é empatia, não estética. Não adianta mais um conteúdo bonito aos olhos, mas vazio de significado.


E hoje é possível ver o reflexo disso por meio do social media, que está passando por uma transição. Deixa de ser apenas um criador com foco publicitário para se tornar um profissional mais humano, capaz de entender que o papel das redes sociais vai além de vender. É sobre gerar conexão, construir relações e traduzir a essência das marcas de forma verdadeira.


Mas afinal, como ser estratégico sem parecer artificial?


Pode até parecer fácil, mas não é tão simples assim. Para construir uma marca forte, que seja vista e lembrada, é necessário saber explorar o equilíbrio entre verdade e construção de imagem.


Muitas marcas confundem autenticidade com improviso. No entanto, ser autêntico não é ser amador, é ser coerente. A autenticidade nasce da verdade do propósito, e não da ausência de planejamento.


Autenticidade não é sobre mostrar tudo, e sim sobre mostrar o que é verdadeiro. O público não quer perfeição, quer coerência. Um exemplo de marca que perdeu credibilidade ao forçar uma imagem foi a Victoria’s Secret, que durante anos insistiu em uma representação idealizada e distante da realidade de seu público. O resultado foi uma queda na identificação com a marca e na relevância. Já no caso da Dove, aconteceu o oposto: a marca se tornou referência ao apostar em campanhas que valorizam a diversidade e a beleza real, aproximando-se de suas consumidoras de forma genuína.


A autenticidade, no entanto, não acontece por acaso. Para que uma marca seja percebida como verdadeira, é preciso transformar estratégia em prática diária. E é justamente por isso que o social media tem se tornado cada vez mais valorizado. Um estudo da FGV Comunicação Rio, em parceria com a Hotmart, revelou que a criação de conteúdo digital no Brasil cresceu 30% nos últimos 12 meses, gerando mais de 389 mil ocupações diretas e indiretas. Esse crescimento evidencia como as empresas estão investindo mais em profissionais capazes de traduzir valores em conteúdo e gerar conexão real com o público.


Uma coisa é certa: o papel do social media dentro das empresas tem mudado, deixando de ser apenas um “postador de conteúdo” e passando a ser o tradutor da marca para o público. Hoje, o social media é o principal construtor de relacionamento. Ele precisa interpretar o tom humano da marca, compreender o contexto e gerar conversa. O conteúdo, assim, se torna um espelho do posicionamento e da cultura interna da empresa.

Social media não é mais sobre falar com o público, mas sobre conversar com pessoas.

Para entender melhor como a autenticidade se traduz em resultados reais, podemos olhar para algumas marcas que se destacam exatamente por personificar esse valor em suas estratégias. O que elas têm em comum não é o formato de seus conteúdos, mas a verdade e a coerência que permeiam toda a comunicação.


A Natura, por exemplo, constrói sua comunicação a partir de propósito e sustentabilidade, mostrando um compromisso real com o meio ambiente e aproximando-se do público por meio de mensagens coerentes e humanas. A Magalu valoriza inclusão, representatividade e proximidade, humanizando o relacionamento com o consumidor e mostrando os bastidores da empresa. Já a Netflix utiliza humor, storytelling e uma linguagem próxima do público, conectando-se com pessoas em vez de apenas divulgar produtos ou séries.


A autenticidade não é apenas uma escolha estratégica, é o que define se uma marca será lembrada ou apenas mais uma no feed. Mostrar-se humana, transparente e coerente tornou-se essencial para criar conexões reais e duradouras com o público. No final, não se trata de impressionar, mas de ser verdadeiro, construindo relacionamentos que resistem ao tempo e à efemeridade das redes sociais.


Na Pontes Comunicação, acreditamos que a autenticidade é o elo mais poderoso entre marcas e pessoas. Nosso papel é transformar conteúdo em relacionamento, unindo estratégia, emoção e propósito para construir marcas com alma. 


Quer entender como tornar a sua

comunicação mais humana e relevante?

Fale com a Pontes Comunicação.



 
 
 

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